Num comentário ao meu post de 1 de Setembro, o leitor Carlos Gomes, pede-me um comentário à morte de Muhammad al-Hakim.
Caro Carlos Gomes, como é obvio o Resistência só pode lamentar o assassinato de al-Hakim e das restantes 112 vitimas. Nada o justifica.
A morte de al-Hakim veio levantar a tampa a um caldeirão muito picante. Não esqueça Carlos, que todas as facções Xiita no Iraque estão organizadas segundo o modelo iraniano, ou seja uma cúpula sustentada por uma milícia armada, que quando largada nas ruas é normalmente "trigger happy".
Ora com a morte de al-Hakim, um homem que até agora pedia moderação e que falava na criação de uma Constituição, algumas das facções irá colocar as suas milicias na rua, e no momento seguinte em que uma delas o fizer, todas o farão. Eu já vi isso acontecer no Irão e o resultado, não foi famoso. Algumas destas milícias são brutais.
Jã não se sabe o que esperar, nem existem mais os "limites" que antes julgavamos haver. Um carro armadilhado à entrada do oratório do Imã Ali... durante a oração de sexta-feira.
É o mesmo que um carro-bomba explodir no centro de Fátima num domingo em que o recinto estará cheio. É o fim dos limites.
Publicado por resistencia em outubro 10, 2003 02:14 PM